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16/05/2011 / Roberto Gimenez

Como não perder os benefícios financeiros da virtualização

Por Kevin Fogarty, da CIO-EUA

Chegar a uma saturação da capacidade de economia proporcionada por infraestruturas virtualizadas é situação comum em empresas. Saiba como evitar.

Virtualizar e consolidar servidores de data centers proporcionam um benefício financeiro tão claro para as organizações que há poucas companhias, em qualquer indústria, para as quais a tecnologia não é aderente. Mas algumas que começaram projetos de virtualização para cortar custos, sem planejar uma segunda fase de migração, em que os gastos com ferramentas proporcionam ainda mais benefícios, podem ficar presas na primeira etapa, sem aproveitar todo seu potencial.

O benefício financeiro de obter de dez a 20 servidores virtuais pelo preço de uma caixa física impulsionou muitas companhias para a migração. Mas muitas, ao virtualizar de 25% a 35% de todos os servidores físicos, chegam a uma situação na qual as vantagens de custo do servidor virtual sobre o físico desaparecem. Em inglês, isso é chamado de “VM Stall”, ou limite da virtualização.

De acordo com o analista da Forrester, James Staten, esse quadro é gerado por alguns custos sutis e questões organizacionais que afetam diretamente o projeto de virtualização. “As companhias podem chegar a uma migração de 50% em seu parque de servidores com a mesma mensalidade do mundo físico. A previsão de custos é só em questões óbvias, como licenças, número de máquinas etc. Além desse ponto, chegam-se às questões de desempenho e gerenciamento de capacidade, que precisam de suporte. As companhias não levam isso em consideração para planejar os projetos”, descreve.

Segundo o pesquisador e vice-presidente do Gartner, Chris Wolf, planejar a virtualização de cada carga de trabalho em cada servidor, sem modificar os requisitos de planejamento de capacidade de TI ou a forma como os recursos computacionais são alocados, além da previsão de horas de trabalho dos profissionais, resulta em um departamento de TI cheio de processos duplicados, com queda brutal no retorno sobre o dinheiro gasto na migração.

“Tentar replicar a mesma estrutura que era usada no mundo físico levará a empresa a um ciclo de diminuição dos retornos rapidamente”, diz Wolf. Manter o projeto na trilha certa requer mudanças organizacionais e tecnológicas, além de manter os dois lados coordenados de acordo com cada estágio da migração. Aqui vão alguns conselhos para evitar a perda de benefícios financeiros durante as quatro fases-chave dos projetos:

Fase 1: eficiência técnica e consolidação
Segundo o analista da IDC, Gary Chen, a primeira onda da virtualização é empolgante, pois economiza muito mais dinheiro, de forma muito mais rápida, do que qualquer outra fase de migração e operação de uma infraestrutura virtual.

O benefício de eliminar dez servidores físicos, substituindo por um servidor maior, virtualizado e mais automatizado, dá à equipe de TI e às áreas de negócios a falsa sensação de sucesso. Segundo Chen, isso gera expectativas fora da realidade para o futuro.

Muitos departamentos se prendem às mesmas métricas do início para estimar o sucesso, o que significa focar em quão densamente as máquinas virtuais podem ser empacotadas em um host físico, sem investir em ferramentas de gerenciamento ou treinamento que dá aos gerentes de TI uma melhor ideia de como alocar recursos virtuais, diz Chen.

“As pessoas precisam tirar da cabeça de que devem se orgulhar da sua taxa de migração ou quantas máquinas físicas consegue retirar de um ambiente, isso não diz nada”, diz Staten, que completa: “A real necessidade é chegar ao ponto no qual se entrega alta eficiência, altamente sustentado por métricas de utilização e picos de todo o pool de recursos, com alto grau de controle sobre toda a infraestrutura”.

Fase 2 : escolha de alvos e simplificação da administração
A próxima fase da migração requer conhecimento mais específico sobre o que cada máquina virtual está fazendo, para qual unidade de negócios e quais recursos ela exige.

Segundo Staten, isso requer mais do que densidade e retorno sobre investimento (ROI). Requer mudanças na administração da TI e no suporte para melhoria de processos como gestão de mudanças, provisionamento e gerenciamento de incidentes. Tudo isso não é compatível com os antigos métodos organizacioanis.

Segundo Wolf, sem a habilidade de construir um inventário de recursos mais detalhado do que simplesmente a lista de servidores físicos disponíveis, não há forma inteligente de distribuir máquinas virtuais ou cargas de trabalho pelos servidores.

Para chegar a isso tudo, são necessárias ferramentas de gerenciamento, dando aos administradores de sistemas a responsabilidade de programar as máquinas virtuais de acordo com as unidades de negócios que as utilizam, sem se importar com a localização física das mesmas.

A falha nesse aspecto pode levar a uma falta de uso eficiente dos recursos, com duplicatas, trabalho dobrado e lacunas na tomada de responsabilidade sobre as tarefas, tudo isso gerando enormes desperdícios para as empresas à medida que máquinas virtuais flutuam sem que haja um responsável por elas.

Para evitar tudo isso, a empresa precisa também pensar em automação, gestão de ciclo de vida, entre outras ferramentas presentes no mercado.

Fase 3: automação de processos
Segundo Wolf, restringir a proliferação de máquinas virtuais sem controles adequados não restringe a ambição de migração da empresa. Pelo contrário, ajuda no processo.

A vantagem real das infraestruturas virtuais é a flexibilidade. Para garanti-la, o departamento de TI tem de estar pronto para lançar mão de portabilidade de máquinas virtuais, gestão de recursos que atinjam a infraestrutura em profundidade, provisionamento automatizado e gestão de mudanças, ou não haverá eficiência.

A medida, aqui, não deve ser quão alta é a utilização de um único servidor ou grupo de máquinas virtuais para rodar uma aplicação, mas qual é o grau de utilização de todo o data center.

Isso requer conhecimento e gestão em tempo real dos recursos. Para isso, é preciso saber como usar os instrumentos certos para monitorar e alocar os recursos para melhorar o desempenho para cada carga de trabalho, cada servidor, cada data center e cada servidor físico, de acordo com as melhores práticas para virtualização do Gartner, publicada em 2009.

Chen alerta, no entanto, que além  do uso inadequado das máquinas virtuais, o uso excessivo ou não supervisionado de licenças também aumenta custos de maneira significativa.

Uma das soluções encontradas para muitas empresas é renegociar acordos de licença justamente por essa razão. É muito fácil para usuários finais criar servidores, ou instâncias de aplicações, que consome licenças, deixar em uso e lançar mais uma na manhã seguinte.

Segundo o vice-presidente e analista da Forrester, Galen Schreck, outra questão de processos é a granularidade. Muitas empresas reconhecem o potencial benefício da granularidade, mas não conseguem atingir esse degrau, em parte por conta da limitação de ferramentas, ou porque não têm o pensamento avançado para ser suficientemente confiante para atingir isso.

Sem gestão de recursos granulares e um alto nível de gerenciamento baseado em políticas, a maioria das empresas vai ficar limitada na marca de 50% de migração para o ambiente virtualizado, ou desperdiçará mais dinheiro do que economizará tentando ultrapassar essa barreira.

Fase 4: eficiência de custos
Apesar da notada falta de eficiência na automação das empresas, 36 de cada 100 dólares gastos em servidores físicos em 2014 serão direcionados para hardware voltados ao host de servidores virtuais, de acordo com estudos da IDC, de dezembro.

O estudo prevê que dos 2,2 milhões de servidores que entraram no radar representam, na verdade, 18,4 milhões de máquinas virtuais, uma média de 8,5 máquinas virtuais por host em 2014.

Os números representam mudanças no departamento de TI, mas as empresas devem pensar em novas formas de prestar as contas, traduzindo os custos da virtualização para as unidades de negócios. “Se as pessoas olhassem só para os custos iniciais, o Hyper-V, ferramenta de virtualização da Microsoft, venderia muito mais do que vende hoje”, diz Chen.

Uma máquina virtual extra pode dar a impressão de não causar custos pois não requer custos de capital, mas Staten alerta para os custos de licenciamento, uso de recursos, administração, armazenamento e todas as outras questões que não são adequadamente transferidas para a análise do orçamento para serem entendidas pela área de negócios.

A falha em entender custos reais da virtualização pode minar até mesmo um projeto bem-sucedido do ponto de vista técnico.

fonte: idgnow.uol.com.br

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