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25/05/2011 / Roberto Gimenez

Criadores de conteúdo on-line precisam ser orientados, diz professor

JORDANA VIOTTO

O crescimento da internet no mundo tem levantado questões sobre privacidade, liberdade de expressão, segurança e confiança on-line, inclusive dentro das empresas.

Na tentativa de desvendar alguns desses pontos, o Fórum Econômico Mundial, a escola de negócios francesa Insead, a empresa de pesquisas comScore e o Oxford Internet Institute desenvolveram a pesquisa “O Novo Mundo da Internet”, divulgado em abril de 2011.

Soumitra Dutta, professor do Insead e um dos coordenadores do relatório, concedeu entrevista à Folha sobre aspectos das mudanças do ambiente on-line e hábitos dos profissionais diante dessas ferramentas dentro das empresas.

Muitas empresas utilizam conteúdo gerado por usuários como ferramenta de comunicação interna e de gestão do conhecimento. A pesquisa, no entanto, mostra que poucas pessoas, em geral, produzem conteúdo on-line. Podemos supor que muitas dessas iniciativas podem fracassar?

Isso é um fenômeno mundial. Poucas pessoas produzem conteúdo enquanto muitas consomem esse conteúdo. Isso vale para nações desenvolvidas, como os EUA, e para corporações também.

As políticas de gerenciamento de comunidades nas empresas precisam levar em consideração essa tendência e selecionar líderes para manter a comunidade viva.

É preciso trabalhar com os poucos criadores ativos de conteúdo, mas ele precisa ser relevante para os muitos que vão ler, para que se beneficiem ao consumi-lo.

Na pesquisa, muitas pessoas apoiam a regulamentação da internet pelo governo. Isso não seria arriscar a liberdade de expressão e também os negócios baseados na web?

Deve haver um equilíbrio exato de regulação e abertura on-line. Acredito que é importante preservar a liberdade de expressão. O que aconteceu no Egito [o governo desconectou os servidores em janeiro, durante as revoltas populares pela saída do então líder Hosni Mubarak] é um bom exemplo a ser citado.

Mas os governos perceberam o valor da internet. Tanto o novo governo no Egito como o da Tunísia [onde a população foi às ruas pela saída do general Ben Ali do poder] estão utilizando a rede para se comunicar com os cidadãos.

A respeito da segurança, muitas pessoas não tomam precauções em suas atividades on-line –inclusive nas empresas, onde “alguém deve estar tomando conta disso”. Você diria que as empresas precisam investir na conscientização dos empregados a respeito da necessidade das precauções on-line?

Educação é vital nesse ponto. Os colaboradores precisam ser educados sobre os riscos, inclusive de postar conteúdo on-line. Esse conteúdo pode ser inapropriado ou mal interpretado. Uma comparação que podemos fazer é com a tatuagem: o que colocamos na internet nunca sai.

fonte: Folha.com

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Leia: Avanço da tecnologia exige especialização

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