Conheça 5 profissões promissoras para 2012

Por Rafael Ferrer, de INFO Online

A área de TI no Brasil está aquecida e as empresas deste ramo procuram profissionais qualificados para preencher as vagas abertas.

O Brasil é o 8º maior mercado de TI do mundo e deve crescer 7,5% em relação a 2010, de acordo com a IDC, consultoria especializada em TI. “Um mês atrás a empresa onde trabalho possuía 60 vagas e procuramos alucinadamente por profissionais com a qualificação exigida”, diz Hamilton Berteli, CTO da Avanade Brasil,  empreendimento conjunto da Accenture e da Microsoft.

Segundo Berteli, a grande oferta de vagas em diversas áreas reflete como o mercado de TI está aquecido. O diretor, com base em pesquisas internas, tendências da tecnologia e estudos de consultorias, acredita que profissionais especializados em determinadas áreas irão se destacar em 2012.

Veja abaixo:

1 – Programador de aplicações móveis – A criação de apps para dispositivos móveis será destaque nos próximos meses, especialmente para os profissionais com conhecimento em linguagem multiplataforma, segundo Berteli. “Haverá grande procura pela tecnologia HTML 5 porque esta plataforma roda em mais de um sistema operacional, seja iOS, Android ou Windows Phone”, diz.

2 – Engenheiro especializado em tecnologias colaborativas – De acordo com o CTO, a implementação de plataformas sociais dentro das empresas é uma forte tendência. “Esta cultura começa a penetrar nas companhias, que estão acostumadas a manter a comunicação apenas por e-mail. Para esta área, o profissional deverá ter conhecimentos em organizações de portais, especializações em Web 2.0 e até biblioteconomia por causa do modelo de busca”, diz.

3 – Inteligência empresarial (BI) – Os profissionais desta área serão requisitados para coletar e organizar qualquer operação que envolva a corporação, inclusive estudos com base em divulgações dos usuários nas redes sociais. “A disparidade gigante de sistemas e dados não estruturados exige a demanda do profissional especializado em Big Data e, principalmente, saber integrar estes dados dentro da visão de inteligência de negócios”, diz Berteli.

4 – Analistas de governança corporativa – Até o ano passado, o forte era a arquitetura orientada a serviços (SOA). Hoje, a atenção está voltada para a segurança dos dados e serviços que estão na nuvem, segundo o diretor. “Os analistas deverão orientar e assegurar a área de negócios, por exemplo, o controle das informações que não estão em casa”, diz.

5 – Gerente de TI e gerente de projetos – Dificilmente estes cargos saem de moda, principalmente por causa das novidades, mas é necessário reciclar o conhecimento, diz Berteli. “A faculdade proporciona parte do conhecimento da área, mas é importante contar com uma boa infraestrutura no local de trabalho, pois o profissional também aprende na prática”, afirma. Além disso, é recomendável realizar treinamentos, participar de simpósios, trocar informações com outros profissionais e obter certificações para provar que domina o assunto, diz o diretor.

fonte: info.abril.com.br

Nove competências “quentes” para 2012 na área de TI

CIOs começam a investir mais na contratação de programadores e analistas de negócios.

Rick Saia, Computerworld/EUA

 

Estudo anual da Computerworld nos Estados Unidos comprova: entre os profissionais mais requisitados pelos CIOs em 2012 estarão aqueles com um ou mais dessas nove competências:

1 – Programação e desenvolvimento de aplicações: perto de 61% das 353 grandes empresas americanas ouvidas para o estudo procuram profissionais para o desenvolvimento de sites, a atualização de sistemas internos e o suporte às necessidades de utilizadores de dispositivos móveis.

Este crescimento não surpreende John Reed, diretor executivo de recursos humanos da Half Technology. “O desenvolvimento para interfaces Web continua a ser muito forte”, conforme as empresas tentam melhorar a experiência do usuário, explica. Espera-se que haja também um grande esforço para desenvolver tecnologias de mobilidade para melhorar o acesso dos clientes através de smartphones.

2 – Gestão de projetos: cerca de 44% das organizações pretendem contratar pessoas com competências nessa área, durante os próximos 12 meses. Um ponto percentual acima no verificado para 2010.

Os grandes projetos precisam de gestores, mas também precisam de analistas de negócio capazes de identificar as necessidades dos usários e traduzi-las para os funcionários de TI encarregados de responder a essas necessidades e concluir projetos dentro do prazo. “A procura tem sido mais centrada em analistas de negócio do que em gestores de projetos”, diz Reed.
Em outras palavras, previlegiam-se aqueles capazes de concretizar os projetos em vez de quem de quem apenas os supervisiona e monitora. 

3 – Help Desk e suporte técnico: nos próximos 12 meses, cerca de 35% das empresas deverá contratar recursos humanos com habilitações neste campo (menos 8% do que o previsto para 2010). Enquanto se usarem TI no local de trabalho, haverá a necessidade de ter funcionários de apoio, sejam eles internos ou por assistência remota. O help desk e suporte técnico são pontos de entrada para os profissionais de TI e cargos nos quais podem adquirir as aptidões necessárias para as funções de análise de programação ou de sistemas.

Mas os sistemas operacionais de mobilidade “têm acrescentado uma nova dimensão ao help desk e ao suporte técnico”, diz David Foote, CEO da consultoria Foote Partners.

4 – Redes: cerca de 35% (menos 3%), das empresas vai procurar recursos para gerir redes. Reed considera que os profissionais de TI com competências de gestão de rede continuarão a ter grande procura. Isso tem sido alimentado, em parte, com os projetos de virtualização e de cloud computing.

A maior demanda é por profissionais habilitados para gerir tecnologia VMware e Citrix. As certificações são importantes, mas não parecem estar definindo o mercado.

5 – Business Intelligence: perto de 23% das organizações deverá procurar profissionais competentes nesta área nos próximos 12 meses. Mais 10% do que em 2010. O pequeno aumento na procura destes profissionais indica uma mudança de enfoque nas empresas: da redução de custos, para o investimento em tecnologia capaz de fornecer dados em tempo real.

6 – Data center: a procura por profissionais com habilitações para trabalhar nos centros de dados deve baixar 3%. Apenas 18% das empresas nos Estados Unidos deve procurar recursos humanos para essas funções. Tal como as redes, as operações de data centers serão afetadas pela virtualização e as estratégias de migração para cloud computing.

Além disso, as exigências de ter dados disponíveis para obter as garantias de níveis de serviços de TI enfatizam a necessidade de ter especialistas em Disaster Recovery e Business Continuity.

7 – Web 2.0: Perto de 18% das organizações pretendem contratar pessoal com aptidões para esta área nos próximos 12 meses (em 2010 eram 17%). As competências técnicas em torno das redes sociais continuam a ser procuradas. Reed espera que a tendência se mantenha em 2012. Aptidões para .Net, AJAX e PHP serão valorizadas para o back-end, assim com as competências em HTML, XML, CSS, Flash e Javascript, entre outras, serão muito procuradas para o front-end.

8 – Segurança: apenas 17% das empresas planejam fazer contratações para responder a necessidades nesta área. Menos 15% do que o previsto para 2010. A queda pode ser surpreendente, dado ao crescimento das ameaças de segurança da informação em 2011. Mas a segurança não deixou de ser uma preocupação de nível superior para muitas organizações, especialmente entre aquelas que consideram adoptar plataformas de cloud computing.

9 – Telecomunicações: perto de 9% das empresas diz que vai contratar profissionais com competências neste campo nos próximos 12 meses, face a 17% nas previsões para 2010. A atualização de sistemas de comunicação, associada à implantação de VoIP, alimenta a demanda.

 

fonte: cio.uol.com.br

Cinco métodos para reter profissionais talentosos

NÃO ESPERE PERDER OS MELHORES PARA FAZER DA RETENÇÃO UMA ESTRATÉGIA VITAL PARA OS NEGÓCIOS.

John Reed, da Computerworld/US

 

Profissionais falam sobre seus trabalhos com amigos e colegas, as experiências e impressões e têm mais peso do que qualquer material de recrutamento. Em tempo de economia aquecida e colaboração em alta nas redes sociais, esse  cenário vai se tornar cada vez mais valioso,  já que a busca por talentos cresce em todo o mercado.

Não espere perder um funcionário-chave da equipe para fazer da retenção uma prioridade.

Abaixo, veja cinco formas de manter seus profissionais mais importantes envolvidos e motivados.

1. Forneça as ferramentas adequadas. Profissionais de TI que se sentem prejudicados por tecnologias ultrapassadas ou recursos limitados podem rapidamente se tornarem frustrados e entediados. Isso não significa que a companhia deva dedicar metade do orçamento para implementar as mais recentes soluções e gadgets. Mas isso significa que a companhia deve seletivamente investir em ferramentas que irão manter a equipe desafiada e estimulada. A liberdade para explorar tecnologias emergentes – mesmo aqueles que não têm ainda um benefício de negócios óbvio – pode gerar inovações.

2. Oriente sobre o trabalho deles.
 Certifique-se de que os funcionários entendam o motivo do trabalho deles, não apenas saibam fazê-lo. Lembrar a sua equipe da importância da área em que a atuam para organização como um todo e, por sua vez, o impacto da organização no mercado. Ao iniciar um projeto, por exemplo, explique como cada um poderá ajudar os negócios a atender melhor os clientes e a cumprir as metas.

3. Mantenha o canal de comunicação aberto. Esperar que problemas sejam levados até o seu conhecimento pode gerar aborrecimentos. Solicitar a contribuição construtiva, não apenas no nível do grupo, mas também um a um é uma opção interessante. Se um membro da equipe parece relutante em dividir os problemas, cite um exemplo de uma dificuldade que foi superada, pois foi criada e dirigida desde o início. Mesmo que um obstáculo não possa ser resolvido imediatamente, dê voz aos que podem minimizar os prejuízos.

4. Atualização de remuneração. 
Regularmente, reavalie salários e benefícios para se certificar de que eles estão em linha ou a um passo à frente dos padrões do mercado. Embora o salário não seja o fator mais importante para cada funcionário, pagamento inadequado é o caminho mais comum para anular os esforços de retenção de talentos.

5. Liberte seu potencial.
 Para manter a motivação, os funcionários mais valiosos podem exigir mais liberdade do que possuem hoje. Conceda aos profissionais a liberdade de assumir riscos razoáveis e tentar novas abordagens aos projetos e problemas. Incentive ainda um ambiente em que falha ocasional é vista como um custo necessário para fazer negócios e crescer. Seus melhores funcionários irão gostar do desafio e desenvolver um forte senso de propriedade de seus trabalhos.

Métodos de retenção como esses não giram em torno apenas de incentivar os profissionais mais produtivos. Quando a companhia investe para manter a equipe envolvida – e estabelecendo a organização como um ótimo lugar para trabalhar – torna-se um local em que todos querem atuar.

fonte: cio.uol.com.br

Retenção de talentos continuará a desafiar as empresas em 2012

Com busca por profissionais de TI em alta, CIOs devem criar estratégias para manter a equipe. Veja algumas dicas.

Carolyn Duffy Marsan, do Network World (US)

 

A retenção de pessoal de TI é considerada por analistas do setor um dos maiores desafios dos CIOs em 2012. Três tendências estão trazendo o assunto à tona:

1. A contratação de mão de obra em TI está em ascensão e a concorrência é alta, tentando profissionais com salários elevados e oportunidades de crescimento na companhia.

2. Os profissionais mudam de emprego com frequência, com média de um ano ou dois em uma posição antes de buscar nova oportunidade.

3. Os Baby Boomers estão próximos da aposentadoria.

“Rotatividade de pessoal de TI é provavelmente o meu problema mais importante e tem sido assim nos últimos 12 a 15 meses”, diz Louis Trebino, CIO e vice-presidente sênior da Fox Harry Agency (HFA), provedor de direitos serviços de licenciamento, gestão e royalties para a indústria da música baseado em Nova York.

Trebino diz que tem uma equipe leal de desenvolvedores trabalhando em aplicativos que estão na empresa de cinco a 15 anos. Mas ele está presenciando um turnover significativo de desenvolvedores Java, que ficam na companhia por um ano ou menos. O volume de negócios na equipe de desenvolvimento web está tornando mais difícil para a HFA mudar seu modelo de negócios já que a indústria da música migra cada vez mais para o universo on-line.

“Sem contar com pessoal experiente, o tempo de entrega aumenta”, reflete Trebino. “Isso nos coloca em posição muito desconfortável para ter esse tipo de volume de negócios porque o conhecimento continua caminhando para fora da companhia. Investimos em treinamento de pessoas e com o boom do mercado elas se foram. Essa tem sido minha maior luta e preocupação”, afirma o executivo.

Em 2010, a rotatividade do pessoal de TI em todo o mundo era de apenas 3%. Em 2011 saltou para 5% de acordo com o instituto de pesquisas Gartner. Lily Mok, vice-presidente de pesquisa do Gartner, diz que os CIOs precisam avaliar seus funcionários e descobrir o que é fundamental para o sucesso do departamento de TI e assegurar que as pessoas se sintam valorizadas.

“Você precisa saber quem está saindo e por que eles estão deixando a empresa”, aconselha Lily. “Mesmo se a companhia tiver volume de negócios de 1%, que pode ser demais se esses 1% estão em papéis críticos e têm habilidades críticas.”

Oportunidades de emprego para profissionais de TI devem continuar em alta em 2012, levando mais funcionários-chave a deixar a empresa. “Não esperamos uma desaceleração. A taxa de desemprego em tecnologia é de 4,1%, por isso é um clima muito bom para a TI”, afirma Alice Hill, diretor-gerente do Dice.com, site de empregos.

Uma pesquisa realizada em dezembro pelo Dice.com com 1,2 mil gerentes de TI dos Estados Unidos identificou que 65% dos entrevistados vão contratar profissionais de TI no primeiro semestre de 2012. Um número significativo (27%) planeja ampliar a força de trabalho na área em mais de 20%. A maioria dos empregadores procura profissionais de TI com seis a dez anos de experiência, seguidos por trabalhadores com dois a cinco anos de experiência.

A alta procura está causando falta de mão de obra em muitos locais, aponta a Dice.com. A demanda supera a oferta também para profissionais com habilidades e experiência em virtualização de aplicativos móveis, desenvolvimento e computação em nuvem.

A escassez de profissionais de TI vai piorar a medida que os baby boomers se aposentam, especialmente no setor de governo.

Lily recomenda que os CIOs criem um plano de força de trabalho de dois ou três anos, incluindo profissionais para as funções mais críticas e os riscos para a organização se essas pessoas deixarem a companhia. Ela diz que os CIOs devem fazer um esforço para que os Baby Boomers transfiram seus conhecimentos para os mais jovens antes que se aposentem.

Com sinais de recessão mundial, nem tudo está perdido para os CIOs com orçamentos de TI limitados para 2012 e ainda assim querem manter ou contratar pessoal. Estudos apontam que os profissionais de TI estão dispostos a aceitar corte salarial com horário flexível, incluindo trabalhar remotamente.

“Existem oportunidades em torno de retenção quando você oferece um ambiente de trabalho mais moderno”, diz Lily. “Webcans não são caras. É possível criar uma força de trabalho virtual e dar às pessoas um ou dois dias por semana para trabalhar em casa”, afirma a analista.

fonte: cio.uol.com.br

Você não é um User Experience Designer

de

São duas discussões diferentes. A primeira é inteiramente semântica, e diz respeito ao argumento que diz que uma experiência não pode ser desenhada. O que se desenha é o recipiente que contém essa experiência. E uma experiência sofre influência de uma porção de fatores subjetivos que não podem ser controlados – apesar de muitas vezes serem manipulados pelo designer que a projetou. Mas discussões puramente semânticas não afetam o jeito que você trabalha, então vamos pular esse assunto.

A segunda é um post muito interessante de Whitney Hess, que traz um checklist para identificar se você realmente atua como UX Designer ou se carrega um título não tão legítimo assim.

A nomenclatura User Experience Designer não é muito clara, e a ausência de uma regulamentação mais forte ajuda a confundir o cargo com outros similares: Arquiteto de Informação, Especialista de Usabilidade, User Interface Designer – entre outros. Mas o User Experience Designer tem um papel um pouco mais amplo em um projeto, e vale a pena percorrer esse checklist para ver se não existe algo que possa ser melhorado na metodologia de sua equipe de UX.

Então vamos à lista (editada e adaptada do post original).

Você não é um User Experience Designer se…

  • …você não fala com os usuários. Se você desenha baseado somente em sua própria intuição, sem entender, pesquisar ou entrevistar os usuários reais do produto que você está desenhando, então você não é um User Experience Designer. Você é um Yourself Designer. Mas você não pode desenhar apenas pensando em você mesmo, né?
  • …você não consegue identificar o seu público. Se quando alguém te pergunta quem é o público do seu site, você responde “todo mundo”, ou se dá uma resposta genérica como “mulheres de 30 a 40 anos”, você está tratando seu usuário com a mesma profundidade com a qual Rebecca Black escreve a letra de suas músicas. Melhor dar uma pausa e começar a listar as necessidades desses usuários e as motivações que os fazem utilizar o seu site.
  • …você não define o problema antes de tentar resolvê-lo. Se o seu chefe pede para você redesenhar um site sem te contar qual é o problema que você precisa resolver, alguma coisa está errada. Na maioria das vezes, entender o problema muda radicalmente a solução proposta.
  • …você não conhece os objetivos do usuário. Mesmo que você conheça o problema, ainda é preciso definir o porquê dessas pessoas utilizarem o seu produto. O que você está ajudando essas pessoas a fazerem?
  • …você trabalha dentro de uma bolha. O User Experience Designer quase nunca trabalha sozinho. Você precisa conversar com o gerente de projetos, com o planejador, com o designer e com o programador – bem antes de colocar a mão na massa. E claro, receber feedback dos usuários.
  • …você faz decisões de design baseado em suas próprias referências pessoais. Toda decisão deve ser baseada em algum argumento racional – seja ele obtido através de pesquisa ou não. Mas se quando alguém pergunta por que você reposicionou algum elemento e sua resposta contém as palavras “prefiro”, “acho” ou “gosto”, então você não é um User Experience Designer.
  • …você não considera os objetivos de negócios. Definir os Key Performance Indicators é um dos estágios iniciais do processo. Aumentar as taxas de conversão em 10%? Aumentar o tempo de navegação em 30 segundos? Aumentar a média de page views por usuário de 1,1 para 1,3? Criar formas de medir a taxa de retorno? Fazer as pessoas tuitarem? Algum objetivo o projeto tem que ter. E conversar com o Gerente de Projetos e com o Analista de Métricas vai ajudar bastante a definir e mensurar esses objetivos.
  • …você não usa métodos. Entrevistas com usuários, testes de usabilidade, personas, cenários, card sorting, diagrama de afinidades, rabiscoframes, wireframes, fluxos, diagrama de telas, protótipos, testes A/B e muito mais. Se você não utiliza a maioria desses métodos – ou se pelo menos não estabelece um critério claro na hora de decidir utilizar um ou outro – então você não é um User Experience Designer.
  • …você não pensa nas exceções. Se você trabalha sempre com os melhores cenários, você está sendo otimista demais para um UX Designer. As notícias do seu site não vão ter foto o tempo todo. As galerias multimídia não terão 30 fotos para compor o seu grid. Não é todo usuário que tem caixas de som ou fones de ouvido. Não é todo celular que roda javascript. Não é todo mundo que começa a navegar pela homepage. Se você não consegue prever esses cenários, então você não é um User Experience Designer.
  • …você só pensa no wireframe. Se você só pensa no que o usuário vê em seu site, aplicativo ou quiosque – mas não pensa em como o usuário vai chegar lá, o que ele vai fazer depois, qual sentimento você quer provocar ou quanto tempo você espera que ele permaneça ali – você é um User Interface Designer, e não um User Experience Designer. Tem uma diferença aí.

É claro que se você participa em qualquer etapa do processo de criação de um produto (como Visual Designer, Programador, Redator), você está afetando diretamente a experiência do usuário. E para isso você deveria entender quem é esse usuário, quais são suas necessidades, referências e objetivos ao utilizar o tal produto.

Mas se você, UX Designer, não é a pessoa responsável por disseminar esse conhecimento por toda a equipe, então talvez existem coisas que você possa melhorar no seu processo de trabalho.

Talvez a lista de Whitney Hess pegue um pouco pesado em alguns pontos. Para muita coisa não existe certo ou errado. Mas existe uma série de referências bacanas de metodologias que funcionam e que trazem bons resultados. Então não custa dar uma olhada, filtrar e tentar aplicar uma coisa ou outra no seu dia-a-dia.

Fonte: http://arquiteturadeinformacao.com/2011/04/24/voce-nao-e-um-user-experience-designer/

Mobilidade impulsiona virtualização

Até 2013, 55% das companhias pesquisadas esperam implementar virtualização de desktops para aprimorar trabalho móvel.

O crescimento explosivo do modelo de trabalho móvel está a caminho de gerar aumento significativo na demanda por virtualização de desktops nos próximos dois anos. É o que mostra pesquisa global realizada pelo instituto de pesquisas Vanson Bourne a pedido da Citrix.

Até 2013, 55% das companhias pesquisadas esperam implementar pela primeira vez virtualização de desktops e 86% citam segurança como um dos pontos fortes da tecnologia. Dos executivos de TI que pretendem implementar a virtualização de desktops até o final de 2013, 95% acreditam que a tecnologia é meio eficiente de proteger informações.

Acesso seguro para dispositivos móveis e aparelhos dos usuários e gestão de risco simplificado também foram citados pelos 1,1 mil profissionais da área de TI localizados em 11 países, incluindo o Brasil.

Outros benefícios importantes identificados pelos gestores de TI incluíam a provisão imediata e reprovisionamento de aplicativos e acesso a desktops, em 60%, o isolamento imediato de uma aplicação comprometida, em 54%, e a capacidade de apagar remotamente dados de dispositivos móveis e PC, em 32%.

“A tecnologia apresenta um sistema de governança de informações em termos de infraestrutura para aprimorar o gestão de riscos nas áreas de segurança de informações e conformidade”, afirma Kurt Roemer, estrategista de segurança da Citrix.

No Brasil, os indicadores também revelam que a virtualização possui espaço para crescer. Conforme a pesquisa, 76% confiam na virtualização como fator de redução de custos em TI e/ou nos negócios; 60% enxergam maior flexibilidade de trabalho para os colaboradores; e 39% reconhecem o suporte melhorado para força de trabalho móvel.

No País, em relação aos dispositivos, 74% dos executivos de pretendem adotar virtualização de desktop para atualizar instantaneamente a rede de PCs e dispositivos; e 66% citam que a entrega segura de aplicações e dados com capacidade crítica de segurança levaram à decisão de implementar a virtualização de desktop.

“Hoje, a virtualização de desktops é considerada investimento estratégico e peça-chave da infraestrutura de informática de qualquer empresa”, aponta Roemer.

Fonte: http://cio.uol.com.br/tecnologia/2011/12/08/mobilidade-impulsiona-virtualizacao/

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Virtualização da DANRESA Consultoria

Veja o Case de Sucesso da DANRESA no cliente Eurobrás sobre Virtualização.

As mídias sociais e as inovações coletivas

Hierarquias rígidas em tempos de web 2.0?

Proibir ou incentivar o uso das mídias sociais no trabalho?

Funcionários ou colaboradores? Verticalização do conhecimento?

Comunicação unidirecional ou bidirecional?

Temos uma nova geração de colaboradores, que aprendeu a pesquisar no Google, a conversar com o mundo com comunicadores instantâneos, a formar redes sociais de acordo com seus interesses em plataformas como o Facebook, uma nova economia emergente que proporciona uma diversidade maior de empregos e com isso uma oportunidade de escolhas muito maior, desta forma o estímulo à colaboração e a realização de tarefas motivadoras é um desafio para organizações que buscam motivação e produtividade em seu ambiente de trabalho. As mídias sociais nos trouxeram e fortaleceram a cultura do “compartilhar e/ou curtir” conhecimento e novas informações. Este ano,  na “primavera árabe” as informações compartilhadas no Twitter, por exemplo, ajudaram a derrubar ditaduras.

Conceitos como o Crowdsourcing, o Crowdfounding, a liderança aberta, a cco-criação, o open inovation, o social media marketing fazem parte de um leque de possibilidades para a existência de inovações.

É nesse contexto que surgem os consumidores que ‘atuam’ em conjunto. Com eles, nascem também as Startups, nas quais empreendedores idealizam empresas focadas em nichos específicos no ambiente digital, que já nascem com a cultura de empresas com gestão horizontal, com os estilos de gestão do Facebook e do Google, por exemplo.

Segundo a Wikipédia, maior enciclopédia do mundo na Internet, Inovação significa: novidade ou renovação.

A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma ideia, método ou objeto criado que pouco se parece com padrões anteriores.

2012 será um ano em que a presença da inovação coletiva será ainda mais relevante e trará novas possibilidades ao marketing, mas também na gestão e no desenvolvimento de processos inovadores.

Fonte: idgnow.uol.com.br

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Quatro pegadinhas das métricas em TI

Medir os resultados de maneira correta depende do entendimento claro do que a companhia quer realizar.

Por Bob Lewis, Infoworld (EUA)

Era um help desk excelente. Então, seu CIO, querendo resultados mensuráveis, estabeleceu que a métrica de incidentes resolvidos por semana era adequada para a avaliação de desempenho. A empresa em questão tinha três unidades de help desk: uma para cada local importante. O resultado de uma delas foi muito pior que a das outras duas, e foi castigada por isso.

O que ele estava fazendo de errado? Ser eficiente demais. Seus gestores tinham estabelecido um programa de autosuficiência dos usuários que reduziu muito o número de chamados. Os analistas consumiram bastante tempo educando os funcionários a serem mais independentes e sofisticados no uso da tecnologia. O resultado foi menos incidentes para resolver, juntamente com níveis mais elevados de eficácia dos funcionários.

Moral da história: seu resultado nitidamente superior, resultou em métricas de desempenho pobres.

“Você não pode gerenciar o que não pode medir”, afirma o lendário guru da administração Peter Drucker. Ele está certo, mas não o suficiente. O fato é que é muito mais fácil obter métricas erradas do que certas, e o dano causado a partir das métricas erradas geralmente excede o benefício potencial das métricas certas.

A métrica certa depende do entendimento claro do que a companhia quer realizar. Imagine que em vez de trabalhar em TI você seja um policial rodoviário. Se seu objetivo é pegar quem anda acima da velocidade máxima permitida, sua métrica será o maior número de multas emitidas por agente por hora. Se, por outro lado, seu objetivo for minimizar a quantidade de excesso de velocidade nas estradas, você vai garantir que cada carro da polícia esteja altamente visível, e a métrica passará a ser o menor quantidade de multas emitidas.

Uma razão aparentemente inteligente nem sempre é realmente inteligente

Qualquer objetivo que não possa ser transformado claramente em um número permite a manipulação para que os interessados o considerem atingido ou não. Talvez sua organização não tenha definido as métricas necessárias para avaliar um objetivo. Muitas vezes, elas e os instrumentos para chegar a elas, são especificados antes da definição do objetivo. E talez aí esteja o “x” da questão.

A SMART é uma técnica de definição de metas muito popular. Ela representa (com algumas variações) os objetivos específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e e em tempo (ou com prazo).

Quem poderia argumentar contra uma técnica de formulação de objetivos como essa? A resposta: quem prefere a prevenção para a solução de problemas, ainda que, com poucas exceções, as ações preventivas sejam mais difíceis de medir.

A prevenção bem-sucedida é indistinguível na ausência de risco. Qualquer um que tenha trabalhado em projetos Y2K, sabe bem. Muitos foram acusados de desperdiçar dinheiro da empresa em um falso problema diante da não ocorrência do caos anunciado para o dia 1º de janeiro de 2000.

Será que eles definiram claramente o método ou sistema de medição que seria usado para monitorar o seu objetivo: evitar a parada dos sistemas com a troca da data?

Há, ao que parece, quatro maneiras diferentes de realizar métricas erradas. Você pode:

– Medir as coisas certas de forma ruim.

– Medir as coisas erradas, bem ou mal.

– Negligência a medição de algo importante.

– Estender as métricas a funcionários individuais.

O primeiro problema é o mais fácil de evitar. Depois de saber o que você precisa medir – quais são seus objetivos – as falhas mais comuns são fáceis de detectar e corrigir. Um exemplo comum é não dar pesos diferentes para atividades diferentes. Nosso exemplo de help desk teria falhado este teste, mesmo que a taxa de resolução fosse a medida certa: todas as chamadas para o help desk foram contadas de forma igual, mesmo que resultassem em quantidades dramaticamente diferentes de tempo para resolução dos problemas.

O segundo problema é mais difícil de detectar. Foi o pecado cometido no caso do help desk. A taxa de resolução não era o elemento mais importante para medir. O tempo de trabalho do usuário gasto para resolver dificuldades técnicas é o que importa.

As empresas devem querer também que seus funcionários aproveitem ao máximo as ferramentas disponíveis para eles. É um outro objetivo muito importante e de difícil mensuração. O gerente de help desk reconhecia essa importância e instituiu programas nessa direção.

E aí chegamos na quarta e mais polêmica falácia métricas – ampliar as métricas para funcionários individuais. Por mais tentadora que seja, é quase sempre uma proposta perdedora, porque os empregados quase sempre descobrirão as formas como as métricas são aplicadas.

Métricas não importam se não forem associadas a maneiras de saber se a organização está ou não alcançando os objetivos mais importantes. Caso contrário, seus administradores estarão voando sem instrumentos. O desafio é medir direito, porque há coisas piores do que voar sem instrumentos. Entre elas, voar com base em instrumentos que permitem leituras falsas.

 fonte: http://computerworld.uol.com.br/gestao/2011/12/14/quatro-pegadinhas-das-metricas-em-ti/

 

17 previsões para 2012 em tecnologia

As mudanças trazidas pelos dispositivos móveis e pela computação em nuvem tendem a se acentuar em 2012

São Paulo — Como acontece todos os anos, os principais oráculos da tecnologia começam a divulgar suas previsões para 2012. A IDC soltou uma lista há alguns dias e o Gartner Group liberou outra hoje. Ambas são baseadas em análises do mercado elaboradas pelos especialistas das respectivas empresas. Confira dez tendências em tecnologia feitas por elas para 2012 e os próximos anos.

A IDC prevê que, em 2012, o mercado mundial de tecnologia da informação vai movimentar 7% mais dinheiro que em 2011. O crescimento previsto é similar ao deste ano, estimado em 6,9%.

 2 A China ultrapassa o Japão

 Do total que será investido em TI no mundo, 28% serão gastos nos países ditos emergentes. E a China deve ultrapassar o Japão em gastos com TI.

 3 Tablets conquistam as empresas

 Até 2016, pelo menos metade dos usuários de e-mail empresarial vão ler e escrever suas mensagens num tablet ou outro dispositivo móvel, diz o Gartner.

 4 Os aplicativos saem do PC

 O Gartner prevê que, até 2015, os projetos de desenvolvimento de aplicações para smartphones e tablets vão ser quatro vezes mais numerosos que os projetos de aplicativos para PCs.

 5 O Kindle Fire ganha espaço

 Para a IDC, o Kindle Fire, da Amazon, vai conquistar 20% do mercado de tablets em 2012. É um número notável para uma empresa que acabou de chegar a esse mercado, onde já existem líderes consolidados como a Samsung e, claro, a Apple.

 6 O mundo móvel entra em guerra

 Na análise da IDC, 2012 será um ano decisivo na batalha dos sistemas móveis. O Android deve continuar na liderança, seguido pelo iOS. E o ano será crucial para Microsoft, RIM e HP, que deve voltar à disputa.

 7 A Microsoft pode comprar a Netflix

 Para a IDC, o sucesso do Windows 8 nos tablets é crucial para a Microsoft. Mas isso depende de a empresa comprar ou fazer uma aliança com um provedor de conteúdo na nuvem, como a Netflix.

8 O dinheiro vai para a nuvem

Para a IDC, a computação em nuvem vai crescer quatro vezes mais rapidamente que o mercado de TI em geral. Em 2012, os serviços na nuvem devem movimentar mais de 36 bilhões de dólares. Esse mercado será disputado por Amazon, Google, IBM, Microsoft, Oracle, Salesforce.com, VMware e outras.

 9 Os aplicativos também vão à nuvem

 A IDC vê uma migração em massa rumo à computação em nuvem em 2012. Mais de 80% dos novos aplicativos corporativos serão voltados para a nuvem. Das aplicações já existentes, 2,5% serão portadas para a nuvem.

10 A segurança preocupa

 Nas contas do Gartner, no final de 2016, mais de 50% das mil maiores companhias do mundo vão armazenar dados confidenciais dos clientes em serviços terceirizados de computação em nuvem. Isso deve aumentar as preocupações com a segurança. 40% das empresas vão exigir testes de segurança independentes ao contratar esses serviços.

 11 O crime cresce

 Até 2016, o impacto financeiro dos crimes digitais vai aumentar 10% ao ano, diz o Gartner. A razão será a descoberta de novas falhas de segurança nos sistemas.

 12 A energia encarece os serviços

 Até 2015, os preços de 80% dos serviços na nuvem vão incluir uma sobretaxa global de energia, prevê o Gartner.

 13 Carros e televisores entram na internet

 O número de aparelhos eletrônicos de consumo conectados à internet vai superar o de computadores em 2012. A conta, da IDC, inclui desde sistemas a bordo de automóveis até televisores e outros produtos de entretenimento doméstico.

 14 A montanha de dados cresce

 O volume de dados digitais no planeta vai crescer 48% em 2012, atingindo 2,7 zettabytes (cerca de 2,7 sextilhões de bytes) na estimativa da IDC. Para 2015, o volume previsto é 8 zettabytes.

 15 Big data é desafio

 A análise de grandes volumes de dados, conhecida como big data, estará no radar das empresas em 2012. Mas, até 2015, só 15% das maiores companhias vão conseguir explorar essa tecnologia para obter vantagem competitiva, diz o Gartner.

 16 A Amazon chega à maioridade

 A Amazon vai entrar para o clube das empresas com faturamento superior a 1 bilhão de dólares em TI, diz a IDC.

 17 A bolha estoura

 Para o Gartner, há uma bolha de investimentos em redes sociais e ela vai explodir em 2013. Em 2014, será a vez das companhias que desenvolvem aplicativos sociais para empresas, área onde os especialistas veem outra bolha sendo inflada.

Fonte: info.abril.com.br

O país não vai parar

Ao contrário do que dizem os alarmistas de plantão, o ciclo de crescimento da economia brasileira não foi interrompido – e deverá ser ainda mais vigoroso em 2012

Mariana Queiroz Barboza

A TODO VAPOR
Obras como as hidrelétricas de Santo Antônio (foto) e Jirau geraram 25 mil empregos
Assim que o governo divulgou o crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre, a ala dos catastrofistas tratou logo de entrar em ação. Não faltaram prognósticos negativos a respeito da economia do País e houve até quem falasse em risco de recessão no futuro próximo. Apesar do esforço dos alarmistas para provar o contrário, o ciclo do crescimento não foi interrompido. O Brasil não parou – e não vai parar. “Aqueles que, no início do ano, disseram que nós teríamos graves problemas diante do encolhimento do mercado internacional não foram corretos nas suas previsões”, disse a presidenta Dilma Rousseff. “O resultado trimestral não é esse monstro todo que estão imaginando”, afirma Jorge Abrahão, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Tem muito a ver com o momento de precaução que estamos vivendo na economia global e reflete as medidas de contenção do crédito tomadas no início do ano.”

Basta um olhar mais atento nos números de 2011 para perceber que o pessimismo não se justifica. O PIB deve encerrar o ano com alta de 3%, o que está muito longe de representar uma tragédia. A inflação continua controlada, empregos estão sendo gerados, as exportações batem recordes históricos e a renda das famílias segue em processo de expansão (leia quadro). Um dos principais termômetros do vigor da economia de um país, o setor de consumo só traz boas notícias. Em 2011, o comércio brasileiro deve crescer 7% em relação a 2010, marca comparável à performance chinesa. Para o fim do ano, as estimativas são ainda mais animadoras. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) calcula que o comércio paulista deve movimentar R$ 33,86 bilhões em dezembro, o equivalente a R$ 3 bilhões a mais do que foi gasto no mesmo mês do ano passado. Presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato faz uma interessante ponderação. “O número é ainda mais expressivo quando se considera a base alta do ano passado.” Ou seja, os brasileiros estão confiantes para comprar e, assim, alimentar o crescimento da economia.

Entre o empresariado, não são poucas as vozes que discordam dos alarmistas de plantão. “Tenho absoluta certeza de que o Brasil terá um ano muito positivo em 2012”, diz Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht, uma das maiores do País. “Tivemos um 2011 excepcional, o que me deixa ainda mais otimista com os rumos da economia brasileira”, afirma Rômulo Dias, presidente da Cielo, empresa líder no mercado nacional de cartões e que até a semana passada estava em primeiro lugar na lista das maiores altas de ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Na indústria automobilística, enquanto os europeus passam por forte retração e os americanos comemoram pequenas aceleradas na venda de carros, os brasileiros contabilizam recordes. Presidente da Audi, marca que em 2011 comemorou um avanço de impressionantes 70% na venda de automóveis, Paulo Sérgio Kakinoff define assim o desempenho de sua companhia no ano: “Foi espetacular.”

Não faltam motivos para supor que, em 2012, os números da economia brasileira possam vir ainda mais fortes. Além dos juros menores, conforme prevê a maioria dos economistas, do crédito em expansão e dos incentivos fiscais, está previsto para janeiro um reajuste de 14% no salário mínimo, o que trará impactos significativos à renda dos trabalhadores e aposentados. Nesse ciclo, o mercado interno seguirá aquecido. “Só uma catástrofe externa pode afastar o País do crescimento que o governo projeta”, diz Jorge Abrahão, do Ipea. Mesmo no caso de forte retração global, grandes investimentos em obras de infraestrutura não serão paralisados. Vale lembrar, nos próximos quatro anos o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada – o que certamente vai exigir uma avalanche de recursos. Além disso, algumas das maiores obras de engenharia do planeta estão sendo executadas no Brasil. As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, para citar apenas alguns exemplos, consumiram recursos de R$ 29 bilhões e geraram 25 mil empregos. Isso sem falar em Belo Monte, que ainda não deslanchou, e em outras obras do PAC. Que crise é essa? 

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Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/182285_O+PAIS+NAO+VAI+PARAR