Mercado brasileiro de outsourcing alcançará R$ 30 bi até 2014

Projeção é da IDC, que estima ainda taxas de crescimento desses negócios de 10% ao ano. Montante não inclui contratos de exportações.

Com o aquecimento da economia, as empresas brasileiras deverão aumentar os contratos de outsourcing. A IDC estima que os negócios nessa área vão crescer 9,9% ao ano e chegar em 2014 com receita de 30 bilhões de reais, ante 19,3 bilhões de reais registrados em 2009. Nesse montante, estão serviços para atender apenas a demanda interna e não soma as exportações.

Entre os fatores que vão puxar esse crescimento estão a necessidade dos CIOs de respostas mais rápidas aos negócios, a complexidade do ambiente de TI e o aumento da oferta de serviços terceirizados, principalmente das soluções de cloud computing.

O analista de mercado da IDC Brasil, Reinaldo Roveri, observa que os CIOs estão muito pressionados a tomar decisões em menor espaço de tempo para suportar as operações de negócios. Essa necessidade está fazendo com que eles recorram mais ao outsourcing para se liberar de atividades que não são o core business e ter mais tempo para se dedicar a projetos estratégicos.

Roveri menciona que estudo da IDC sobre tendências para 2011 apontou que três temas estão no radar dos gestores de TI. Um deles são implementações de projetos para governança, apontados por 32% das empresas.

O segundo são as implantações de sistemas de gestão empresarial (ERP), mencionados por 28,8% dos entrevistados. O terceiro, para 28,1% dos participantes do estudo, é adoção de tecnologias inovadoras para trazer diferencial competitivo aos negócios da empresa.

Para entregar essas soluções, os CIOS estão olhando mais para o outsourcing, afirma Roveri, embora ele observe que a terceirização traz novos desafios para as companhias.

Entre os serviços que as émpresas devem buscar mais no mercado estão os de data center, segmento que está bastante aquecido no Brasil. O relatório da IDC projeta que os negócios nessa área vão registrar taxas de crescimento de aproximadamente 15% nos próximos quatro anos.

As estimativas da consultoria são de que esse segmento chegará em 2014 com faturamento de 3 bilhões de reais, sendo que a parte de hospedagem de infraestrutura responderá por metade dos negócios, ou seja, movimentará 1,5 bilhão de reais, ante 777 milhões de reais apurados em 2009.

Por Edileuza Soares, da Computerworld

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IPv4 chega ao fim

O Icann, órgão que regulamenta a distribuição de endereços de IP (Internet protocol), informou nesta quinta-feira (03/02/2011) que esgotaram-se os últimos endereços do IPv4, versão atual do protocolo. Os últimos cinco blocos de endereços, totalizando 83,9 milhões, foram alocados em cada um dos cinco Registros Regionais da Internet (RIR). O fim dos números do IPv4, já esperado há algum tempo, reforça a urgência da migração para o IPv6, versão mais recente do protocolo que possibilita um número 4 bilhões de vezes maior de endereços. Caso contrário, não será mais possível conectar novos devices à rede.

– Esse é um dos dias mais importantes da história da internet. Um conjunto de mais de 4 bilhões de endereços de internet chegou ao fim esta manhã – disse Rod Beckstrom, chefe do Icann, em coletiva de imprensa na Flórida, nos Estados Unidos.

Por enquanto, o internauta não terá nenhum problema para acessar a internet.

– Tudo depende da tecnologia utilizada pela operadora de Internet e pelo usuário. Algumas empresas podem atualizar o software do modem do usuário remotamente. Mas o equipamento pode ser trocado se for muito antigo e não suportar o protocolo, impedindo o acesso à Internet – afirmou à Reuters o coordenador do projeto IPv6.br do Nic.br, Antonio Moreiras.

No Brasil o Comitê Gestor da Internet (CGI) prevê que os estoques durem até 2012. O IPv4 deve conviver com o IPv6 de 15 a 20 anos, até que um padrão substitua o outro, afirmou o NIC.br.

O IPv4, desenvolvido na época em que a internet era restrita a instalações militares, dispõe de endereços em 32 bit e suporta cerca de 4 bilhões de endereços IP, ou 2 elevado à 32ª potência.

Para efeito de comparação, se o endereçamento do IPv4 fosse do tamanho de uma bola de tênis, o espaço matemático do IPv6 seria uma igual ao de uma bola astronomicamente gigantesca, com diâmetro 595 mil vezes maior do que a distância entre a Terra e a galáxia de Andrômeda.

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Fonte: O Globo

O projeto de virtualização da Eurobras foi executado pela DANRESA

A Eurobras, líder de mercado especializada na fabricação e fornecimento de soluções habitacionais metálicas, atendendo ao mercado nacional e internacional, constatou no início de 2010 que 99% dos problemas críticos relacionados ao uso de sistemas de informação ou recursos de tecnologia tinham ligação com hardware, o que gerava a paralisação de servidores e, consequentemente, impactavam o funcionamento do ERP SAP, o sistema de e-mail e o acesso à Internet, entre outras funções fundamentais ao dia-a-dia dos negócios da empresa.

Adicionalmente, a empresa começou a traçar, em março do ano passado, um plano de crescimento e consolidação que tinha como pré-requisito uma revisão e adequação de todos os seus processos de negócios, operacionais e de suporte, incluindo os relacionados a Sistemas de Informação e Tecnologia. A revitalização dos processos de TI foi uma das frentes deste projeto de revisão e melhoria de processos, levando a Eurobras a contratar a DANRESA, uma consultoria especializada.

A Eurobras contava com 12 servidores montados em sua matriz, localizada em Santo André (SP). Para diminuir a ocorrência dos problemas de TI, e assim aumentar a produtividade, a empresa tinha como opção substituir todos os seus 12 hardwares montados pela mesma quantidade de equipamentos de marcas consideradas de primeira linha e com arquitetura adequada para uso ininterrupto, como servidores de aplicação e rede. Foi estruturado então um projeto de avaliação de alternativas que contemplasse os requisitos de negócio de disponibilidade, confiabilidade e custos. O projeto produziu um estudo de viabilidade com três cenários:

• Outsourcing de todo ambiente de TI, com fornecimento de equipamentos e serviços de operação, manutenção e suporte na base de contrato de serviços, evitando assim novos investimentos (Hosting)
• Outsourcing de todo ambiente de TI, mas com fornecimento dos servidores pela Eurobras, que faria os investimentos (Colocation)
• Revitalização do CPD Eurobras, com investimentos em reforço de infraestrutura, aquisição de novos equipamentos e manutenção do contrato de suporte e manutenção com a DANRESA.

“O ultimo cenário, num estudo para dois anos, mostrou-se mais vantajoso e fizemos o desdobramento em dois estudos: viabilidade e custos da aquisição de servidores individuais por ambiente sistêmico, ou aquisição de dois servidores maiores e uso de virtualização, ambos visando a uma alta disponibilidade e performance. O cenário escolhido foi o de virtualização” explica Iara Pires, Diretora de TI da Eurobras.

Virtualização como melhor alternativa – Virtualizar o ambiente de TI com a tecnologia VMWare foi a melhor alternativa proposta pela consultoria de TI DANRESA. “O projeto durou cerca de dois meses e hoje a estrutura da Eurobras possui apenas dois servidores bastante robustos virtualizados e mais um storage, garantindo alta disponibilidade, estabilidade e redundância de fontes, discos HD e processadores”, afirma o sócio-diretor da Danresa, Renato Porta.

Além destes benefícios, a Eurobras também tem a flexibilidade de criação de novos ambientes, acomodando necessidades de expansão geográfica, com a criação de novas filiais e também a migração para o SAP das demais empresas do Grupo: Dynaplan sediada no Rio, e Planeta Saneamento, que comercializa sanitários químicos móveis, sem necessidade de aquisição de equipamentos adicionais.

Além de conseguir promover o crescimento de capacidade computacional dentro de um mesmo espaço físico no datacenter, a Eurobras também estima uma economia de 73% no consumo de energia elétrica. Com a finalização do projeto de virtualização na matriz, a empresa agora fará a replicação deste modelo para as principais filiais.

Fontes: www.itweb.com.br
www.cafedasquatro.com.br
www.decisionreport.com.br
www.revistafatorbrasil.com.br

DANRESA Consultoria de Informática, há 10 anos transformando conhecimento e tecnologia em soluções de negócios.

Há 10 anos no mercado, a DANRESA é uma Consultoria de Informática que agrega valores aos negócios de seus clientes por meio de consultoria estratégica e soluções completas envolvendo produtos e serviços de TI.

Hoje são mais de 100 clientes atendidos pela DANRESA com qualidade e eficiência em todo o Brasil.

A DANRESA identifica como as tecnologias de TI existentes no mercado podem ajudar seus clientes a reduzir custos, aumentar a produtividade empresarial, e aumentar seu potencial competitivo, destacando-os de seus concorrentes.

A DANRESA é uma empresa parceira Microsoft Certified e oferece aos seus clientes:

 – Outsourcing, Outtasking e Multisourcing de TI

– Desenvolvimento de Sistemas Client-Server e Web, envolvendo Portais Corporativos, Lojas Virtuais, B2B, B2C, EDI, Integrações de Sistemas. Projetos, Alocações e Fábrica de Software.

– Soluções de Infra-Estrutura, Segurança e Rede, VOIP.

– Inteligência Corporativa ( BI ), SOA, BPM, Colaboração

– Data Management Solutions, Information Worker Solutions, Mobility Solutions, Security Solutions, Licensing Solutions, e-Learning Solutions, Security Solutions.

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Como criar o blog de que a sua empresa precisa

Cada vez mais as empresas estão buscando maneiras de se comunicar através da internet. Uma das opções é a criação de um blog, com participação efetiva dos internautas com mensagens e comentários. Mas antes de criar um blog é preciso considerar alguns pontos.

O primeiro deles é que um blog deve ser tratado como um produto de comunicação, como se trata uma revista impressa ou um programa de televisão.

A forma como será feito o blog, ou os blogs, já que a sua estratégia pode incluir mais de um desses produtos, depende justamente das suas necessidades:

 

1. Notícias e releases

Muitos empresários ainda não descobriram, mas aquela área “notícias” no menu do site da sua empresa está cada vez mais perdendo a importância.

Mesmo assim, em alguns casos, ter um espaço para divulgar releases e publicar informações exclusivas ou relevantes pode ser necessário.

Um blog bem feito pode tornar esta área num atrativo.

 

2. Referência de conteúdo

Se você tem bons profissionais em sua empresa e quer torná-la uma referência em determinada área, um blog talvez seja uma boa solução para você. Muito mais barato e, a médio prazo, muito mais abrangente do que um artigo publicado numa revista semanal. Ter um blog para publicação de artigos, apresentações e reflexões produzidas por seus profissionais certamente trará bons resultados.

 

3. Atendimento e ouvidoria

Seu blog também pode ser uma boa extensão da sua central de atendimento ou da sua ouvidoria. Se você criar uma dinâmica de respostas coerentes, com qualidade e rapidez, além de ter disponível uma base de informações riquíssimas para seu negócio, ainda poderá reduzir os custos com telemarketing e com a grana que sobrar ainda caprichar na cesta de Natal para os funcionários.

 

4. Inovação e tendências

No dia em que a sua empresa estiver pronta para ditar tendências e implantar inovações no mercado, o seu blog corporativo pode ser uma boa plataforma de testes. A divulgação de etapas de um processo, o compartilhamento de uma determinada dificuldade num projeto pode gerar excelentes resultados se publicados num blog. Basta saber cultivar e gerenciar a comunidade em volta dele e de sua marca

 

5. Gestão de crise e transparência

Aquele escândalo estourou e você não sabe o que fazer? Os jornais publicam informações tendenciosas sobre seus negócios ou produtos? Um blog para ajudar a gerir a crise, ou para esclarecer questões pontuais sobre declarações e entrevistas é um bom caminho. Aproveite a internet para dar o famoso “outro lado” da história e ganhe a confiança do seu consumidor. No mínimo você estará participando do debate. Use este espaço também para abrir suas contas, apresentar suas metas para o trimestre, o que pode ser um grande diferencial competitivo.

Bem, mas isso é apenas o começo. Uma vez que você definiu a natureza do conteúdo do seu blog, está na hora de você entrar na rede. Procure todos os blogs que falam sobre sua empresa, sua marca ou sobre os assuntos relacionados aos que você pretende publicar. Deixe comentários, inclua tantos links quanto forem possíveis e faça referências aos conteúdos deles em seu blog. Responda aos comentários e faça referência a alguns comentários em seus posts. Agora só falta uma coisa: invista em boas práticas. Aqui, algumas dicas para você conferir:

1  Atualizar frequentemente o blog. Não precisa ser todo dia, mas, sempre que possível. Nenhum internauta gosta de acessar um endereço e encontrar sempre o mesmo conteúdo. Dá a impressão de descaso com quem visita o blog.

2  Tudo que for colocado no blog tem que ser escrito de maneira objetiva, direta, em português claro ou inglês, se seu público for globalizado. O tamanho do texto deve variar de acordo com seu público, mas o ideal é seja mais curto, chegando, no máximo, a 25 ou 30 linhas.

3  Promova o seu blog em outras redes, que são a porta de entrada para um mundo com milhões de consumidores. Basta pensar que um Facebook, por exemplo, tem em torno de 350 milhões de usuários no mundo inteiro. É a vitrine perfeita para o blog de sua empresa. Integre a publicação dos seus posts com o Twitter e seja ativo nas comuidades relevantes do Orkut.

4  Utilize um design simples, funcional e atrativo, visualmente agradável, que revele uma personalidade própria. Destaque a sua marca quando puder. O blog tem que atender e inspirar o visitante que vem em busca de uma determinada informação, para que ele retorne.

5  Entenda, invista e aplique técnicas de SEO. Seu blog precisa ser encontrado. Lembre-se que cada post publicado tem que ter o potencial de “primeira página”, já que muitas visitas ao blog têm origem nos buscadores. Títulos, palavras-chave e o corpo do texto devem ser escritos levando em consideração os critérios de encontrabilidade.

Fonte: imasters.uol.com.br

Gestalt do objeto em websites – Parte 01

Este é o primeiro de uma série de artigos que falarão sobre as leis ou princípios da Escola Gestalt aplicados ao desenvolvimento do design de websites. 

A Gestalt é uma Escola de Psicologia Experimental que teve como seus maiores pensadores Max WerTheimer (1880/1943), Wolfgang Kohler (1887/1967) e Kurt Koffka (1886/1941), da Universidade de Frankfurt, na Alemanha. Eles realizaram vários testes práticos de onde extraíram princípios, forças elementares da percepção visual humana, com base em suas observações. Segundo os teóricos, os humanos vêem, percebem os objetos não como figuras decompostas em outras menores e isoladas, mas sim como objetos relacionados, onde uma parte depende de outra para formar um chamado “todo”. Percebemos tal totalidade de maneira inconsciente e automática devido a forças internas fisiológicas e involuntárias, as quais chamaremos, neste artigo, conforme definido em tal Escola, de princípios ou leis. 

[…] a palavra Gestalt [pronuncia-se ‘GUESTALT’] (plural gestalten) é um termo intraduzível do idioma alemão para o português. O dicionário eletrônico Michaelis apresenta como possibilidades as palavras figura, forma, feição, aparência, porte, estatura, conformação, vulto, às quais ainda se pode acrescentar estrutura e configuração (Instituto Gestalt de São Paulo).

Gestalt tem como significado uma integração de partes em oposição à soma do todo. Através da Gestalt, obtemos respostas aos porquês de certas organizações visuais transmitirem harmonia e agradarem mais que outras. Quando alguém entra em um ambiente, um restaurante, e ao olhar a sua volta percebe algo que o incomoda, mas que ele não consegue definir o que é, na verdade, são as leis da Gestalt que estão atuando (Revista Webdesign, 2007).

Assim também é com websites.

Olhamos, percebemos todo o visual do site, mas existe algo que nos incomoda que faz com que sejamos distraídos do objetivo principal, mas que não sabemos definir o que é. A hipótese da Gestalt atribui ao sistema nervoso centrar um dinamismo auto-regulador para explicar a origem dessas forças integradoras que, à procura de sua própria estabilidade, tende a organizar as formas em todos coerentes e unificados. Essas constantes das forças de organização são o que os gestalistas chamam de padrões, fatores, princípios básicos ou leis de organização da forma perceptual. São essas forças ou esses princípios que explicam por que vemos as coisas de uma determinada maneira e não de outra (GOMES FILHO, 2006, p.20).

DONDIS (2003, p. 22) afirma que um dos trabalhos mais significativos no campo da abordagem da questão da procedência do significado nas artes visuais foi o realizado “pelos psicólogos da Gestalt, cujo principal interesse tem sido os princípios da organização perceptiva, o processo da configuração de um todo a partir das partes”. 

De acordo com a Gestalt, a arte se funda no princípio da pregnância da forma. Ou seja, na formação de imagens, fatores de equilíbrio, clareza e harmonia visual constituem para o ser humano uma necessidade e, por isso, são considerados indispensáveis, seja numa obra de arte, num produto industrial, numa peça gráfica, num edifício, numa escultura ou em qualquer outro tipo de manifestação visual (GOMES FILHO, 2006, p.17).

As leis ou princípios que descrevem o comportamento cerebral perceptivo humano, descritos pelas leis formuladas por esta escola no campo da Psicologia Perceptual da Forma, fornecem um instrumental para a concepção de trabalhos gráficos mais consistentes, organizados e com um design que transmita a mensagem publicitária de tal forma que o usuário venha a captar o que está sendo anunciado rapidamente e ainda mais, podendo este ainda ter uma melhor experiência em termos de navegabilidade e aproveitamento do tempo em que está à procura de algo de interesse dele.

A Internet tem sido cada vez mais utilizada como mídia publicitária, o que, inevitavelmente, em breve a tornará a principal mídia neste ramo. Isso gera uma uma preocupação em relação aos designs de sites, se estão propiciando a transmissão da mensagem de forma rápida e plena. Tão grande é a importância de tal assunto que as equipes de planejamento e criação das agências digitais e publicitárias estão buscando meios e técnicas que ajudem na resolução desta questão. Lembrando aqui que não temos a utopia de tentar esgotar tal assunto, visto que a internet é uma mídia relativamente nova e a aplicação das leis da boa forma da Escola Gestalt neste meio carece de material didático especializado, sendo que estas próprias leis da percepção da forma são “…uma linha de pesquisa extensa pela sua abrangência e seus temas inesgotáveis” (GOMES FILHO, 2006). E quando falamos em leis da boa forma, nos referimos a padrões de leitura visual, o que implica na necessidade de um alfabetismo visual.

Devemos buscar o alfabetismo visual em muitos lugares e de muitas maneiras, nos métodos de treinamento de artistas, na formação técnicas de artesãos, na teoria psicológica, na natureza e no funcionamento fisiológico do próprio organismo humano. (DONDIS, 2003, p.18)

Assim, pode-se afirmar que a Gestalt nada mais é que um caminho entre tantos outros que têm por objetivo estabelecer princípios gerais para a melhoria do design em um determinado meio com vistas a atingir de forma positiva os indivíduos que percebem a mensagem transmitida. João Gomes filho, no seu livro Gestalt do Objeto Sistema de Leitura Visual da Forma, implementa um sistema de leitura visual com base nas leis ou teorias da Escola Gestalt, traduzindo conceituações ou formulações abstratas e geométricas em aplicações conceituais práticas para serem aplicadas no design de objetos em qualquer meio.

Constatamos que muitos dos conceitos e fatores da organização formal estudados pelos psicólogos da Gestalt coincidiam exatamente com as nossas preocupações e práticas projetuais relativas à concepção de produtos com configurações formais fundamentadas nos princípios de ordenação, equilíbrio, clareza e harmonia visual, alicerces da formulação gestalística no campo da percepção da forma […] poderíamos avançar com a abrangência deste sistema de leitura para estendê-lo, não só ao campo do design e suas diversas especializações, mas a todos os modos de manifestações visuais… (GOMES FILHO, 2006, p.13)

Sobre a necessidade do estudo da linguagem visual com fins de aplicação nos ramos da comunicação social em geral, não nos baseamos em questões puramente tradicionais, e sim na importância natural humana que se dá ao que se vê. SILVA (2008) apud SANTAELLA (1993, p.11) diz:

[…] 75% da percepção humana é visual. A segunda em importância cabe ao ouvido, com 20%, e aos demais sentidos, representados por olfato, paladar e tato, 5%. Fica evidente o domínio absoluto do sentido visual como elemento mediador das atividades do homem.

Donis A. Dondis, em seu livro “Sintaxe da Linguagem Visual”, corrobora o dito anterior:

Não é difícil de detectar a tendência à informação visual no comportamento humano. Buscamos um reforço visual de nosso conhecimento por muitas razões; a mais importante delas é o caracter direto da informação, a proximidade da experiência real […] Em textos impressos, a palavra é o elemento fundamental, enquanto os fatores visuais, como o cenário físico, o formato e a ilustração, são secundários ou necessários apenas como apoio. Nos modernos meios de comunicação acontece exatamente o contrário. (DONDIS, 2003, p.6,12)

Com base nesses conceitos, nossa abordagem será tanto na questão da funcionalidade quanto da mensagem comunicativa, qualidades do design, sendo que os Websites são produtos visuais responsáveis por oferecer não só funcionalidades, mas também transmitir a mensagem publicitária e direcionar a atenção dos usuários para produtos e serviços convencionais que satisfaçam as necessidades e os desejos das pessoas.

Entende-se por design a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais dos produtos, de modo a atender às necessidades do consumidor, melhorando o conforto, a comunicação, a segurança e a satisfação dos usuários. (FAVA, 2006, p. 11)

Nós próximos artigos falaremos sobre o comportamento do internauta e as necessidades da adequação do design, introdução a Escola Gestalt e suas teorias e aplicações práticas de leis gestalísticas na composição visual de páginas de internet.

Referências

  • GESTALT como processo de alfabetização visual. Revista Webdesign, Rio de Janeiro, n. 37, p. 31-37, Janeiro, 2007.
  • DONDIS, Donis A. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 
  • FAVA, Ricardo Almeida. Design Gráfico. Ricardo Almeida Fava. Dourados: UNIGRAN, 2006. 
  • GOMES FILHO, João. Gestalt do Objeto: Sintaxe da Leitura Visual da Forma. 7a Ed. São Paulo: Escrituras, 2006. 
  • RIBEIRO, Jorge Ponciano. Gestalt – refazendo um caminho. 7a Ed. São Paulo: Summus Editorial, 1985. 
  • SILVA, Rafael Souza (Org.). Discursos simbólicos da mídia. São Paulo: Edições Loyola, 2005. 

Fonte: Fabio Aires   – imasters.uol.com.br

Kinect, novo sistema de controle de movimento para Xbox 360, foi apresentado durante a E3 Expo

Kinect, novo sistema de controle de movimento para Xbox 360, foi apresentado durante a E3 Expo O Kinect, novo sistema de controle de movimento para Xbox 360, antes batizado de Projeto Natal, foi apresentado ao publico durante a E3 Expo, uma das feiras de games mais famosas do mundo. Alguns novos recursos e jogos ja sao conhecidos e tornaram o console ainda mais desejado. Fique por dentro das novidades em Xbox.com.